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12/dez/2018

Para proteger lavouras de cana contra incêndios, sistema monitora área equivalente a 30 mil campos de futebol

De janeiro a outubro, foram detectados mais de 800 focos de incêndios em 27 cidades da região de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, via monitoramento por imagens de satélites. Essa identificação prévia de riscos de incêndios é realizada pela empresa Geoflorestas para a Bunge Açúcar & Bioenergia, e evita que mais de 30 mil hectares de plantações de cana-de-açúcar – o equivalente a 30 mil campos de futebol – sejam atingidas em caso de incêndio. A área, ocupada por lavouras da empresa e de produtores, é protegida ainda por uma faixa de segurança em um raio de 8 km.

Na prática, o monitoramento utiliza imagens de satélites atualizadas quase em tempo real, por meio de uma cooperação técnica entre a Geoflorestas, empresa responsável pelo sistema, e o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Especiais), que fornece os dados geoespaciais. “Esses registros são somados a informações fornecidas pela NASA, compondo um banco de dados que é geocodificado pela ferramenta, batizada de Renovar”, afirma Candida Bichara, especialista ambiental corporativo da Bunge Açúcar & Bioenergia.

“Caso seja detectado foco de incêndio, um grupo de trabalho recebe por email o alerta para combate imediato. São acionados os líderes da brigada de emergência, os gerentes e coordenadores agrícola, o pessoal da área de segurança e meio ambiente, e a central de comunicação e inteligência agrícola (CIA)”, diz.

A mensagem indica o nome/código da propriedade e a posição geográfica, além de informações como velocidade e direção do vento. “Essas informações são indicadas para auxiliar nas ações de prevenção do alastramento do incêndio”, explica o CEO da Geoflorestas, Leandro Aranha.

No ano passado, foram detectados mais de 5 mil focos de incêndios em todo o país, de acordo com o Inpe. As queimadas podem acontecer por diversos fatores, inclusive causas naturais como raios ou clima muito seco, por isso o programa analisa e processa mais de 200 imagens/dia, com acompanhamento das condições climáticas 24 horas.

“A tecnologia utilizada permite ao sistema detectar sensibilidades além dos focos de calor, já que a filtragem dos dados alimenta o sistema com informações relacionadas às áreas agrícolas, conta Candida.

“Os incêndios são um dos maiores problemas das usinas. As empresas viram no monitoramento uma solução para reduzir os prejuízos de incêndios nas plantações e também no meio ambiente, como multas e destruição”, complementa Aranha.

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